O que fazer com a raiva?

O que fazer com a raiva?

Este artigo descreve três abordagens para processar o sentimento de raiva ou revolta e o que fazer com eles. Veja qual é o melhor para você.

Este artigo descreve três abordagens para processar o sentimento de raiva ou revolta e o que fazer com eles. Veja qual é o melhor para você.

Por que é tão difícil nos livrar das emoções e pensamentos negativos? Basta um comentário indesejado de um amigo, uma atitude mais ríspida de alguém próximo e o vulcão interior começa a se ativar. E aí o processo pode ser longo e consumir horas ou mesmo dias. Em muitos casos, a gente percebe depois que era uma bobagem, mas aí o estrago já está feito… Aquilo nos perturbou tanto que deixamos de curtir bons momentos, além de criarmos uma couraça de tensão no corpo que pode até ocasionar dores nos ombros, no estômago, na cabeça ou outras consequências piores.

Todo mundo sabe o que é isso. Todo mundo já passou por isso. Mas a pergunta é: podemos fazer algo para evitar todo esse processo? E a resposta é sim, existem algumas atitudes a nosso alcance para evitar ou minimizar bastante o prejuízo que a raiva ou a revolta nos causa.

1.      Cortando na raiz

Um dos conselhos de um grande mestre tântrico, o Dalai Lama, é observar o sentimento de raiva quando ele está bem no começo, ou melhor, antes de ele vir à tona. Você percebe que ele vai surgir e você o corta na raiz, colocando o seu pensamento em algo positivo e escapando daquela emoção. Esse método não é fácil e nem é para todo mundo, requer uma certa habilidade de consciência e auto-observação. Mas pode ser aplicado por algumas pessoas.

2.      A análise

Uma outra abordagem é a psicanalítica. Através de uma análise interior, você põe a situação incômoda no foco e a analisa friamente, por todos os ângulos que puder, de fora, de dentro, por que aquilo o(a) incomoda, o que aquilo tem a ver com suas inseguranças, suas carências, e através desse processo você vai relaxando e aquele sentimento vai perdendo força até desaparecer. Nesse caso, é preciso um certo repertório psico-analítico, uma capacidade de auto-análise que nem todos têm. Por isso, muita gente procura ajuda de profissionais em casos mais extremos.

3.      A aceitação

AceitaçãoHá um outro caminho, que é observar a emoção em seu estado puro. Observar o que o seu corpo está sentindo com aquele pensamento negativo. Claro, não existe emoção sem pensamento que a acompanhe. Mas nesse caso o foco é o que está acontecendo no seu corpo, na sua respiração, e você vai ficar ali, observando, deixando que o processo aconteça sem interferir nele. Se possível, é bom até expressá-lo mais, deixar vir à tona aquela emoção incômoda.

É preciso um pouco de coragem e um ambiente tranquilo para você sentar ou deitar por alguns minutos e mergulhar nessa emoção. Você vai mapear essa emoção, compreender como ela surge, como ela se espalha no corpo e vai respirar profunda e calmamente, aceitando-a, dando boas vindas a ela, mesmo que negativa, porque ela faz parte de você e está em você nesse momento.

É sua aceitação que vai dissolver a emoção indesejada e não a luta contra ela. Porque quanto mais a gente luta ou tenta evitar um sentimento que não quer, mais ele se fortalece dentro de nós. Aqui, o caminho é o oposto, é a aceitação. É o que o Tantra recomenda sempre.

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