Somos muito diferentes

Somos muito diferentes

Em se tratando de vida sexual, não há uma regra para todos. Os mais idosos podem ser ativos sexualmente. E os solitários podem viver bem sem sexo. Viva nossas diferenças!

Recebemos vários comentários de homens e de mulheres sobre o artigo recém-publicado “Idade realmente não importa“, sobre uma pesquisa da rádio BBC em Londres com mulheres de idade avançada que diziam ainda fazer sexo e sentir prazer sexual tanto ou mais do que antes. É sinal que esse assunto dá muito pano pra manga e não vai se esgotar tão cedo.

“Embora algumas mulheres consigam esse feito, essa é uma realidade para poucas”, diz uma mulher de 64 anos: “Com a menopausa, minha vontade de fazer sexo diminuiu muito, além disso, o meu marido passou a me procurar cada vez mais raramente porque ele já não consegue ereções prolongadas e isso o deixa mais inseguro”. Uma outra pessoa diz que como está sem parceiro há muito tempo, “foi se desinteressando pelo prazer sexual e já não acha graça na masturbação”.

Um homem casado, que já passou dos 50, comentou que ainda sente tesão quase igual a de um jovem, tem ereções matinais, mas que sua mulher já não faz mais questão de transar como antes e isso começa a virar um problema para ele. Por outro lado, uma senhora comentou que continua a fazer sexo com seu marido duas ou três vezes por mês, apesar de terem passado dos 70 anos. Ela diz: “fazemos do nosso jeito, mais tranquilo, com menos ansiedade, e é muito prazeroso”.

Cada pessoa tem a sua própria realidade no que se refere a prazer ou relações sexuais. É natural. E cada um acaba encontrando o seu próprio jeito de lidar com o assunto interiormente. Quando se está sozinho, é natural que a falta de sexo não atrapalhe tanto, porque não existe um companheiro ou companheira para interagir com a situação. Nesses casos, é comum reprimir o desejo sexual a ponto de esquecê-lo. Tem gente que vive muito bem sem ele. (leia: Sexo não é fundamental)

Mas as mulheres que estão casadas com homens ainda ativos sexualmente, e que, com a menopausa, perderam o desejo sexual, é bom ficar atentas, porque a pesquisa mostra que é possível sim reverter ou retomar a libido perdida (veja artigo: O tesão também se constrói). É fundamental não se entregar, não se acomodar. Saber que o desejo não virá naturalmente como antes e por isso é preciso um pouco de esforço imaginativo, ou seja, criar situações mentais de desejo e de tesão, fantasias de prazer, masturbar-se, procurar o beijo e as carícias do parceiro, enfim, ir em busca do sexo. É importante avaliar com o médico se é o caso de reposição hormonal, que pode favorecer bastante esse processo. Tudo isso pode ajudar a aquecer o relacionamento.

A situação dos homens é mais complicada, porque para um bom sexo é preciso uma boa ereção. E uma porcentagem grande dos homens sofre com o aumento da próstata depois dos 50, dificultando o fluxo sanguíneo no pênis, principal mecanismo da ereção. Nesse caso é preciso buscar alternativas médicas com especialistas. E praticar exercícios que fortaleçam a musculatura sexual. O Neotantra tem um e-book especial sobre esse assunto, veja aqui.

Nossa conclusão é que não existe uma regra válida para todos nesse assunto. É preciso acabar com dois mitos: primeiro, o de que pessoas mais idosas não podem ser sexuais. Podem sim. E segundo, que pessoas solitárias não podem viver bem sem sexo. Podem sim.

  • Compartilhe!