Viver sozinho (a) ou acompanhado (a)?

Viver sozinho (a) ou acompanhado (a)?

O que é melhor para se ter uma vida plena, estar só ou acompanhado? E será que isso influencia mesmo na busca por uma vida mais feliz?

Uma vida plena não depende de você estar acompanhado ou só. É uma questão de maturidade. E aqui a gente fala em se sentir pleno e satisfeito na maior parte do tempo, não vamos falar em felicidade porque felicidade implica uma ideia de que se pode estar esfuziante e feliz todo o tempo e isso não existe.

A vida é uma combinação de forças opostas, como explica bem o taoísmo e o tantra. Não é possível estar sempre no mesmo polo, no mesmo estado de espírito. A não ser em casos doentios. Mas na saúde, os dois polos estão sempre atuando. Você pode reparar: quando você fica muito feliz, cedo ou tarde virá uma tristeza que você não sabe de onde veio. E vice-versa. Depois de grandes momentos de tristeza profunda haverá uma alegria na mesma profundidade.

A vida é como um pêndulo. A força de um movimento empurra-o ao lado oposto. Quando você começa a amadurecer e compreende esse movimento de polos opostos, você deixa de ficar batendo cabeça de um lado e de outro. A vida começa a ter maior equilíbrio porque você deixa de alimentar as polaridades extremas, e o seu pêndulo começa a se movimentar menos, com menor intensidade.

Viver sozinho (a) ou acompanhado (a)?Voltando ao assunto do título, uma vida plena, acompanhada ou só, exige essa maturidade. Tanto em um estado como em outro existem os problemas, as frustrações, as alegrias e as tristezas.

No casamento, você não pode fazer tudo o que quiser e na hora que quiser. Para quem está acostumado com plena liberdade, isso parece inaceitável, para outros, pode ser um prazer.

Chegar em casa e não encontrar ninguém para comentar o dia, assistir um filme, fazer um jantar, pode ser muito triste para alguns. Para outros, mais afeitos à solitude, pode ser uma dádiva, um momento de grande liberdade. Em outro momento, tudo pode se inverter.

A vida é muito dinâmica e é preciso compreender e aceitar esse movimento. Em primeiro lugar, saber que não existe felicidade irrestrita.

Em segundo, aceitar os movimentos do nosso estado de espírito.

Terceiro, não se desesperar com as adversidades, compreender que elas também passarão e outro momento virá e tudo parecerá mais agradável.

Muita gente sofre por resistir a situações que a vida apresenta e que são comuns, corriqueiras, criando “tempestade em copo d´água” a todo instante. Não há por que se desesperar quando você se sentir muito só ou quando se sentir oprimida(o) por um relacionamento. Desesperar-se com condições adversas não leva a atitudes saudáveis. Siga os três passos e tenha uma boa caminhada. Seja sozinho ou acompanhado.

Veja – É impossível ser feliz sozinho?

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